AS MULHERES NA EDUCAÇÃO


Próximo ao Dia Internacional da Mulher (8/03), não poderíamos deixar de falar delas e de suas conquistas. E como educação é sua especialidade, e em todos os papéis fundamentais que elas têm nessa área que iremos nos deter. Não precisamos ir longe, com certeza você possui lembranças marcantes de pelo menos uma professora, orientadora ou diretora, mas o mais provável é que você tenha convivido com várias.



TRANSFORMAÇÕES E PARADIGMAS


A história do reconhecimento do valor da mulher é recente e continua sendo escrita a cada dia. No Brasil, não havia escolas para elas até 1863. Hoje, elas já são maioria no ensino médio, profissional e superior, mas ainda enfrentam barreiras em algumas áreas, principalmente as exatas. Nas primeiras escolas que aceitavam meninas, elas não recebiam lições de cálculo. Ao invés disso, os ensinamentos eram voltados para as tarefas domésticas e o comportamento em sociedade. Mais tarde, elas passaram a receber formação para se profissionalizarem como professoras primárias, um avanço, mas ainda bastante vinculado a uma visão maternal.


Devido a aspectos culturais, cabia a mulher apenas a função ‘’natural’’: cuidar das crianças, casa e do marido. Apenas algumas décadas depois foi aceito a participação de mulheres em determinadas vezes no ensino especificamente apenas para garotas.


A TRAJETÓRIA


A trajetória da mulher brasileira nos últimos séculos é, para dizer pouco, extraordinária: de uma educação no lar e para o lar, no período colonial, para uma participação tímida nas escolas públicas mistas do século 19; depois, uma presença significativa na docência do ensino primário, seguida de uma presença hoje majoritária em todos os níveis de escolaridade, bem como de uma expressiva participação na docência da educação superior.


Na economia, política, saúde ou educação. Todos estes são espaços para mulheres e seria impensável um ambiente destes sem a presença feminina. Afinal, são outras perspectivas pessoais e profissionais trazidas por elas. E, não é mais segredo para ninguém que mulher deve estar onde ela quiser. Desde o acesso ao ensino, voto, mercado de trabalho e tantos outros que costuram esta história de gênero. Mulher é sinônimo de luta, ocupando espaços, e mostrando para todos os frutos deste feminino que para alguns é uma condição. De acordo com o Censo Escolar 2018, realizado pelo Inep, 80% dos 2,2 milhões de docentes da educação básica brasileira são do sexo feminino. No ensino superior, tanto na rede privada quanto na rede pública, entre os 397 mil docentes, as mulheres representam cerca de 45%. Nas salas de aula do ensino superior, o espaço é cada vez mais conquistado por mulheres. Estudantes do sexo feminino representam 57% dos alunos matriculados.


A presença da mulher na educação brasileira apresenta uma trajetória crescente. No Período Colonial, sua educação era no lar, voltada especificamente para as atividades domésticas. Somente em meados do século XIX que a participação feminina iniciou-se, timidamente, pois os colégios destinados a mulheres eram particulares, dessa maneira somente as meninas de origem abastada tinham acesso. Assim, a educação feminina no Brasil teve início com colégios particulares, a exemplo do "Colégio Florence", em Campinas, fundado em 1863, por uma imigrante alemã, Carolina Krug Florence e por seu marido Hércules Florence, o qual era destinado especificamente a mulheres. Os ensinamentos desse colégio, em especial, transcendiam a preocupação com os conteúdos das disciplinas, mesmo porque as que envolviam cálculos eram permitidas somente para homens. A maior preocupação da escola era que as alunas aprendessem a se comportar na sociedade e a respeitar o outro, como companheiro de conhecimento. Com relação ao ensino público, o ingresso feminino na escola ocorreu após a fundação da Escola Normal, em 1880, na Corte do Rio de Janeiro. As professoras formadas pela Escola Normal (geralmente filhas dos fazendeiros) passaram a lecionar instrução primária, atualmente chamado de Anos Iniciais do Ensino Fundamental, às crianças e aos adolescentes do sexo feminino, das camadas populares. Com relação às províncias, somente após Reforma Constitucional descentralizadora, que garantiu a gratuidade da instrução primária tanto para meninos quanto para meninas, as escolas normais abriram suas portas à população escolar feminina menos abastada. Atualmente, segundo dados da pesquisa Trajetória da Mulher na Educação Brasileira (1996 a 2003), "elas são maioria em quase todos os níveis de ensino, especialmente nas universidades; têm um tempo médio de estudos superior ao dos homens, tornando-se cada dia mais alfabetizadas; e apresentam um desempenho escolar, em vários níveis, comparativamente melhor ao dos homens".



MULHERES QUE MUDARAM A EDUCAÇÃO NO MUNDO


Marie Curie

Cientista polonesa, Marie Curie (1867-1934) se formou em Matemática e Física, na Universidade de Sorbonne, na França. Junto com o seu marido, descobriu os elementos químicos Polônio e Rádio, quando iniciou as pesquisas sobre Radioatividade. Além disto, foi a primeira mulher premiada com o Nobel e duas vezes. De Física em 1903 e de Química em 1911.


Anne Sullivan

A exemplar educadora americana (1866-1936) perdeu a visão quando criança. Mas isto não a impediu de ser professora particular e em tempo integral de Helen Keller, a primeira pessoa cega e surda a se tornar bacharel na história, tendo se formado em Filosofia. A história virou peça de teatro e, posteriormente, o filme “O Milagre de Anne Sullivan”.



Hannah Arendt

Hannah Arendt (1906-1975) era uma filósofa alemã e judia que publicou a obra “As Origens do Totalitarismo”, com base em sua vivência que exigiu refúgio nos EUA. Além disso, escreveu também “A Crise na Educação” e “Reflexões sobre Little Rock”.


Maria Montessori

Foi a primeira mulher a se formar em Medicina na Itália, mesmo sem poder exercer por conta das leis da época. Assim, dedicada ao ensino infantil, criou o método Montessori, aplicado até hoje em escolas públicas e privadas de todo o mundo.


Emília Ferreiro

Psicóloga e pedagoga argentina, radicada no México, analisou e desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e a escrever. Com doutorado na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, focou seus estudos em investigações sobre a escrita e no construtivismo. Em 1979, lançou o livro "Psicogênese da Língua Escrita", referência para educadores brasileiros e para os Parâmetros Curriculares Nacionais que norteiam o ensino no Brasil.


Mariazinha Fusari

A arte-educadora Maria Felisminda de Rezende e Fusari foi co-fundadora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE), da Universidade de São Paulo (USP). Desta forma, pesquisou sobre a relação entre a mídia e a infância, colaborando para a ampliação do diálogo entre a comunicação e da educação


Dorina Nowill

Dorina Nowill (1919-2009) perdeu a visão aos 17 anos, mas foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, no centro de São Paulo. Especializou-se fora do País e em 1946 criou a "Fundação para o Livro do Cego no Brasil". Já em 1948, fundou a primeira imprensa em braile, responsável por imprimir livros didáticos e outros documentos na linguagem. Campanhas de inclusão de pessoas cegas na educação e mercado de trabalho também tiveram a dedicação desta mulher.


Êda Luiz

Conhecida como “Dona Êda”, ela foi coordenadora pedagógica do Centro de Integração de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Assim, tornou o espaço conhecido como uma escola aberta e democrática, já que acolhia aqueles que foram excluídos de alguma forma, desenvolvendo um modelo de escola democrática. A iniciativa ainda foi reconhecida como "Escola de Educação Transformadora para o Século XXI", em 2017, pela UNESCO.


Maria Teresa Mantoan

Pedagoga dedicada às áreas de pesquisa, docência e extensão na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Maria é defensora do direito incondicional de todos os alunos terem acesso à educação escolar de nível básico e superior de ensino. Ela recebeu, inclusive, o reconhecimento de Oficial na Ordem Nacional do Mérito Educacional no Grau de Cavaleiro, em razão de sua contribuição à educação no Brasil.


Jaqueline Moll

Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Jaqueline é pedagoga e especialista em Alfabetização, Educação Popular e outros tantos títulos acadêmicos, trabalha na pesquisa e trabalho de campo. Com forte atuação na área de políticas públicas e práticas pedagógicas, é referência para a Educação Integral. Ela também foi a responsável pela implementação do programa Mais Educação.




(fonte: https://www.connectescolas.com.br/blog/mulheres-na-educacao-veja-os-avancos-e-acessos-conquistados-pelo-publico-feminino)

(fonte: https://revistaeducacao.com.br/2020/03/06/mulheres-educacao-relevancia/)

(fonte:http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=422)










ADM. Ana Beatriz

Vip Reforço Preparatório

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Dedico esse post a todas as mulheres educadoras que lutam e se dedicam a esse sistema.



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