Volta das aulas presenciais no Amazonas.


O secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino, afirmou que no dia 30/03 (terla-feira), que planeja o retorno das aulas presenciais em Manaus para o dia 3 de maio. O pessoal administrativo já teve a volta presencial determinada para o dia 1º de abril (quinta-feira).


O secretário afirma que a volta às escolas está sendo discutida com o Estado. “Nós estamos programando e estamos trabalhando junto com a Seduc (Secretaria de Educação do Amazonas) para retornarmos no dia 3 de maio”, disse.


No início de fevereiro, Pauderney havia dito que pretendia voltar com as aulas pelo sistema híbrido em março. Já no último dia 10 de março informou que a previsão era que isso ocorresse em abril.


Cuidados no retorno


A portaria define regras de prevenção à Covid-19 para os servidores. As unidades educacionais e administrativas deverão funcionar com 50% da capacidade total de lotação. O expediente para o trabalho presencial será de 7h às 11h e das 13h às 17h, nas unidades educacionais, e de 8h às 12h e 13h às 17h, nas administrativas, ressalvados os casos de relevante serviço público.


O atendimento ao público deverá ser realizado de forma remota, por meios eletrônicos ou telefônicos. Mas quando for indispensável, poderá ocorrer presencialmente, desde que agendado. O responsável de cada unidade deve estabelecer um sistema de escalonamento dos servidores para cumprirem as atividades presenciais. Os que não forem escalados, devem trabalhar remotamente, nos mesmos horários de quem estará nas unidades.


O Amazonas encontra-se na fase laranja da quarentena, que corresponde classificação de risco moderado para transmissão de Covid-19, segundo o governo do Estado.


Pais e professores se mobilizam contra aulas presenciais em Manaus



Professores e pais de alunos em Manaus (AM), primeira capital do país a retomar as aulas presenciais, desde o início de agosto, têm se organizado para defender a volta do ensino remoto na rede pública estadual. Eles denunciam o iminente risco de contaminação pelo coronavírus devido à aglomeração e à falta de estrutura para o cumprimento dos protocolos sanitários. A categoria está em greve há mais de 60 dias.


Ao lado dos professores, pais de alunos também se opõem às aulas e, para articular a mobilização, criaram o movimento Escola Sem Covid, que começa a germinar em outros estados brasileiros.


Para a socióloga Shirley Abreu, e uma das mães que integra o grupo, o protocolo de retorno às aulas presenciais apresentado pelo estado pode ser cumprido em escolas particulares, mas não leva em conta as características estruturais do ensino público.

Segundo ela, a grande maioria dos prédios das escolas é alugada, com salas pequenas e superlotadas, com cerca de 40 a 45 alunos, o que impede o distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, indicado pelos órgãos sanitários.



Três anos em dois


As escolas terão o desafio este ano de recuperar, ao menos o essencial, do que não foi aprendido pelos alunos em 2020, além de ensinar o conteúdo já previsto para este ano. De acordo com o CNE (Conselho Nacional de Educação), as escolas devem se preparar para avaliar o aprendizado dos estudantes e planejar a recuperação dos conteúdos.


De acordo com o conselheiro do CNE Mozart Ramos, no entanto, com o agravamento da pandemia, é possível que 2021 seja ainda um ano atípico e que a recuperação se estenda para 2022. A ideia é discutida entre conselheiros. “É pensar três anos em dois, pensar 2020, 2021 e 2022 com base em 2021 e 2022, como uma integração curricular de três anos. Somente 2021 não vai dar, até porque ninguém esperava a segunda onda da covid-19 nessa intensidade que está vindo”, diz.


O CNE (Conselho Nacional de Educação), em 2020 publicou pareceres para auxiliar as redes de ensino a conduzirem o ensino durante a pandemia. O CNE autorizou, por exemplo, aulas remotas em todas as etapas de ensino e autorizou a continuidade do ensino remoto por todo o ano de 2021.


De acordo com Ramos, o planejamento será algo fundamental este ano. “Os gestores das escolas agora poderão fazer uma enorme diferença em relação à aprendizagem. Óbvio que para isso precisam ter uma coordenação das secretarias de Educação que devem ajudar a organizar, estruturar e planejar as atividades pedagógicas”. Outro ponto importante é o trabalho de acompanhamento da saúde mental de estudantes e professores.






fontes:

https://amazonasatual.com.br/em-nova-previsao-semed-planeja-volta-as-aulas-presenciais-em-3-de-maio/

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2021/03/31/governador-do-amazonas-amplia-horario-de-abertura-de-restaurantes.ghtml

https://amazonasatual.com.br/redes-publicas-de-ensino-definem-calendario-e-modelo-de-aulas-em-2021/

https://www.brasildefato.com.br/2020/10/15/pais-e-professores-se-mobilizam-contra-aulas-presenciais-em-manaus




ADM. Ana Beatriz

Vip Reforço Preparatório

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